Adriano da Nóbrega
Em 2005, dezesseis anos antes da morte de Ana Clara, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro deu a maior honraria da Assembleia do Rio a esse tenente do Bope. Adriano não foi à cerimônia porque estava preso, acusado de matar o guardador de carros Leandro dos Santos Silva, de 24 anos. Segundo a corregedoria da PM, os policiais mudaram a cena para simular um confronto. Ele foi condenado pelo júri e absolvido na segunda instância.
Anos depois, Adriano passou a ser apontado como chefe do Escritório do Crime. A mulher dele trabalhou 11 anos no gabinete de Flávio, e a mãe dele, dois anos e meio. As duas só saíram um mês depois de ele ser eleito senador. Adriano fugiu e foi morto numa operação policial na Bahia, com dois tiros, sem nunca ter contado o que sabia.